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Dra. Maria Rossi


Nos dias recentes, o litoral de Santa Catarina foi tomado por um evento extremo de chuvas que deixou rastros de destruição, desalojados e prejuízos. Alagamentos severos atingiram cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema e Florianópolis, onde vias foram bloqueadas, crateras se abriram e a população enfrentou momentos de desespero. Em Balneário Camboriú, a prefeitura decretou estado de emergência e organizou abrigos para os atingidos. Já na BR-101, um dos principais eixos rodoviários do estado, o tráfego foi interrompido em vários trechos devido aos alagamentos. Enquanto isso, a Defesa Civil trabalha intensamente para prestar auxílio e monitorar as áreas de maior risco, destacando a saturabilidade do solo como um fator preocupante para novos desastres.

Apesar das previsões meteorológicas, a intensidade e a rapidez do fenômeno surpreenderam, levantando questionamentos sobre a capacidade de antecipação dos órgãos responsáveis. A Defesa Civil argumentou que as precipitações ultrapassaram significativamente os cenários previstos, dificultando a emissão de alertas prévios adequados. Este evento expõe a vulnerabilidade da região frente a fenômenos climáticos extremos, intensificados pelas mudanças climáticas.

Esse é apenas mais um capítulo de uma série de desastres que marcam a história recente de Santa Catarina e do Brasil. Em 2004, o furacão Catarina surpreendeu o mundo ao ser o primeiro registrado no Atlântico Sul, atingindo o estado com ventos devastadores. Quatro anos depois, em 2008, o Vale do Itajaí enfrentou um dos maiores desastres socioambientais de sua história, com enchentes e deslizamentos que resultaram em centenas de mortes e milhares de desabrigados. O ciclone-bomba, ocorrido em 2020, trouxe ventos de mais de 100 km/h, destruindo infraestrutura e forçando comunidades inteiras a se reorganizar.

Mais recentemente, em 2023, o município de Rodeio foi palco de um deslizamento que ceifou vidas e evidenciou a fragilidade das cidades catarinenses diante da combinação de chuvas intensas e ocupações em áreas de risco. O mesmo ocorreu em Presidente Getúlio, uma região onde a vulnerabilidade da região potencializou os impactos das chuvas. Em maio de 2024, foi a vez do Rio Grande do Sul enfrentar um desastre natural, com enchentes que varreram cidades e deixaram um saldo de destruição e sofrimento humano.

Santa Catarina, particularmente o Vale do Itajaí, é um cenário frequente de enchentes recorrentes, mas a frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos mostram que não se trata apenas de um problema local. É um reflexo das mudanças climáticas globais, que tornam fenômenos até então considerados raros ou inexistentes cada vez mais comuns. A natureza parece dar sinais claros de que medidas urgentes precisam ser tomadas, tanto na área de planejamento urbano quanto no combate às causas das mudanças climáticas.

O que estamos vivendo hoje é um chamado à responsabilidade coletiva. Eventos como o de Balneário Camboriú reforçam a necessidade de preparação e resiliência, tanto por parte das autoridades quanto da população. A criação de sistemas mais eficazes de monitoramento, alerta e resposta é essencial para reduzir os impactos futuros. A necessidade de Planos de Redução de Risco, Planos de Contingência e a adoção da Gestão Integral de Risco é premente. E, é também indispensável olhar para o futuro com responsabilidade ambiental, pois é no equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade que encontraremos respostas para um planeta em mudança.

Fonte da Imagem: Tua Rádio (16 e janeiro de 2025, online)
Fonte da Imagem: Tua Rádio (16 e janeiro de 2025, online)

Referências utilizadas:

 
 
 
  • 19 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Na tarde de 9 de agosto de 2024, ocorreu na sede do Núcleo de Estudos da Tecnociência (NET), na Universidade Regional de Blumenau (FURB), a primeira reunião do segundo semestre letivo do grupo de pesquisa. Presidida pelo professor Dr. Maiko Spiess, a sessão contou com a participação dos membros do núcleo.


A agenda incluiu a programação semestral, detalhando as oficinas a serem realizadas sob o tema geral "Métodos de Análise Quantitativa". Duas novas oficinas foram propostas. As reuniões do grupo de pesquisa foram marcadas para a primeira sexta-feira de cada mês no período vespertino.


Também se discutiram atualizações necessárias para o site do NET e a possibilidade de criar outras plataformas de mídia. Cada acadêmico compartilhou seu tema de pesquisa, progresso e desafios atuais, fomentando um ambiente colaborativo.


Findada a reunião, houve um momento informal de discussão sobre dissertações, teses e experiências de pós-graduação.

 
 
 



Uma pesquisa de Mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau (PPGDR/FURB) identificou um modelo estatístico capaz de prever áreas suscetíveis a deslizamentos de terra.


O estudo foi conduzido pelo pesquisador Denis Vicentainer, Mestre em Desenvolvimento Regional, sob orientação do professor Marcos Antonio Mattedi. Ambos são integrantes do Núcleo de Estudos sobre Território (NET).


A pesquisa concluiu que é possível empregar imagens de satélite na predição de tais ocorrências com nível de precisão que chega a 87%.

 
 
 
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